EDGE (Endocrinology Debate Global Exchange) 

Trata-se do programa científico da Sandoz, que tem como objetivo principal reunir renomados profissionais do mundo da Endocrinologia Pediátrica para abordar e estudar os assuntos mais complexos e relevantes para apoiar os profissionais na prática clínica. 
Já foram mais de 1.700 médicos impactados, 7 países e, só em 2021, serão 7 sessões e os números não param de crescer. 

Como reforço de tudo isso, durante o primeiro evento de 2021 (eDGE 4 Latam 2021),

Martin Savage, Professor Emérito em Endocrinologia Pediátrica no William Harvey Research Institute, Barts e na London School of Medicine & Dentistry em Londres, gentilmente, nos concedeu uma entrevista acerca do tema          Endocrinopediatria.

Confira o que o respeitado e conhecido professor Savage nos deixou como mensagem:

Pergunta 1 - Qual é a principal mensagem da sua apresentação?

A deficiência primária grave de IGF-1 é igual à insensibilidade ao hormônio do crescimento (GH) e existe como uma categoria de distúrbios do crescimento caracterizados pela falta de ação do GH.
Há uma variedade de fenótipos clínicos, anormalidades bioquímicas (sendo a mais predominante a deficiência de IGF-1) e defeitos genéticos, incluídos nesta categoria. Os defeitos clínicos variam de síndrome de Laron (SL) a formas mais brandas de baixa estatura, sem nenhuma das características fenotípicas da SL.

Pergunta 2 - Quando o endopediatra, na prática clínica, deve solicitar teste genético em caso de criança com baixa estatura?

O teste genético é indicado, em baixa estatura, para identificar um defeito monogênico quando:
1. Há um histórico familiar de baixa estatura e consanguinidade dos pais;
2. Há um fenótipo que concorda com um defeito genético conhecido, por exemplo, deficiência do receptor de GH, mutação ACAN (sequenciamento do gene candidato); ou
3. Há uma baixa estatura significativa, ou seja, <-2,5 SDS, mas nenhuma causa óbvia (sequenciamento completo do exoma).

Pergunta 3 - Nos países em desenvolvimento ainda existe um grande problema no acesso da população a tratamento, diagnóstico e medicamentos, por parte de especialistas treinados, para baixa estatura.  
Você acredita que essa situação pode mudar? Como a indústria farmacêutica pode ajudar nessa jornada?

Assistência médica desigual é uma questão global importante. Os princípios de investigação e diagnóstico de pacientes com baixa estatura precisa ser compreendido por todos os pediatras em atividade. 
A indústria farmacêutica precisa trabalhar com especialistas para ficar ciente das necessidades clínicas não atendidas. Tratamentos para doenças raras, como por exemplo a deficiência primária de IGF-1, precisam ser registrados para que possa ser prescrito e reembolsado.

Pergunta 4 - Qual a sua percepção sobre a forma como os médicos se mantém cientificamente atualizados e qual o futuro dos eventos médicos no mundo pós pandemia?

Deve haver uma combinação de eventos educacionais on-line e presenciais. Os eventos online alcançam um público mais amplo, mas o impacto, em minha opinião, é menos eficaz do que o ensino presencial. Parcerias de ensino entre empresas internacionais e especialistas nacionais respeitados são eficazes. Os médicos locais podem mudar suas práticas ao ouvir um representante local que respeitem. A empresa pode aumentar o perfil e a credibilidade do especialista local apoiando essas parcerias que podem ser eficazes e apreciado.

Ficou curioso, clique aqui e assista na íntegra a excelente aula do Professor Martin Savage. 
 

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